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sábado, 27 de setembro de 2014

Cristianismo versus Budismo

Estes dias eu estava lendo sobre os milagres do Padre Pio na internet e encontrei em diversos sites católicos a estória que está transcrita abaixo (tópico 1). Ao mesmo tempo, lembrei-me da parábola Budista das Sementes de Mostarda (tópico 2) e resolvi fazer um paralelo entre os textos. Em meio a semelhanças, há uma diferença crucial, que determina um enorme abismo entre a religião cristã e a Budista, vamos ver se você descobre:

Padre Pio

1) Uma estória cristã

Era o mês de maio em 1925. Uma moça, chamada Maria, teve um pequeno bebê, e sentia-o doente desde o seu nascimento, o que a deixava muito preocupada. Após uma consulta ao médico, foi-lhe dito que a criança tinha uma doença muito complexa. Não havia nenhuma esperança para o bebê: ele não poderia se recuperar.
Então, Maria decidiu ir de trem para a cidade de San Giovanni Rotondo. Mesmo vivendo em um pequeno povoado ao sul de Puglia (uma região muito pobre no sul da Itália), tinha ouvido alguns rumores em relação ao padre Pio, um frade que apresentava os estigmas, como Jesus Cristo, e que fazia milagres, recuperava os doentes e dava esperança para as pessoas desesperadas.

Esses relatos despertaram em Maria uma grande fé e esperança, e imediatamente iniciou a viagem, mas durante o trajeto o bebê morreu.
Ela velou aquele pequeno corpo a noite inteira e, ao amanhecer, colocou-o numa bolsa e fechou-a. Nesse estado, chegou ao convento de San Giovanni Rotondo.

Ela não tinha mais nenhuma esperança! Mas não tinha perdido a fé.
À tarde, após muitos esforços, estava em frente ao padre Pio. Conseguiu isso ficando na fila das pessoas que esperavam para confessar com o religioso.
Continuava carregando a mala que continha o cadáver do seu filho, que havia morrido há quase 24 horas.

Maria ajoelhou-se diante do sacerdote, chorou desesperadamente suplicando ajuda ao padre Pio.
Ele a olhou piedosamente.
A mãe abriu a mala e mostrou o cadáver de seu filho ao padre Pio.
O pobre padre se condoeu profundamente com a tristeza daquela mãe. Ele tomou o pequeno corpo e pôs as mãos estigmatizadas na cabeça do bebê, e então orou voltado para o céu.
Depois de um tempo, a pobre criatura estava NOVAMENTE VIVA: Um gesto, um movimento dos pés, os braços... Parecia que havia dormido e simplesmente despertou depois de um longo sono.

Falando com a mãe o santo padre disse: "Mãe, por que você está chorando? Seu filho somente estava dormindo!" A mãe e os gritos da multidão encheram a igreja. Todo o mundo falava em milagre!

2) Uma história Budista

Kisa Gotami teve um filho e este morreu. Transida de dor, ia com o filho morto de casa em casa, pedindo um remédio, e as pessoas diziam: -Está doida: a criança está morta." Finalmente, Kisa Gotami encontrou um camponês que respondeu sua súplica dizendo: -Não posso dar um remédio para a criança, porém sei de um médico capaz de o dar. E Kisa Gotami respondeu: -Suplico-te que me digas quem é. -Vai ver o Buda. Kisa Gotami foi ver o Iluminado e exclamou, chorando: -Senhor meu e mestre. Meu filho estava brincando entre as flores e tropeçou numa serpente que se enroscou no seu braço. Ficou logo pálido e silencioso. Não posso aceitar que ele deixe de brincar ou que deixe o meu colo. Senhor meu mestre, dá-me um remédio que cure o meu filho.

O Iluminado respondeu: -Sim irmãzinha, há uma coisa que pode curar teu filho e a ti, se puderes consegui-la, porque os que consultam os médicos tomam o que lhes é receitado. Procura uma simples semente de mostarda preta, porém só deves receber de uma casa onde nunca tenha entrado a morte, onde não tenha ainda morrido pai, mãe, filho nem filha, nem irmão, nem irmã, nem escravo nem parente. Aflita, Kisa Gotami foi de casa em casa pedindo o grão de mostarda. As pessoas se compadeciam dela e lhe davam, porém, quando ela pergunta se já tinha morrido alguém naquela casa, lhe respondiam:

-Ah! Poucos são os vivos e muitos os mortos. Não despertes nossa dor.

Agradecida, ela lhes devolvia a mostarda e dirigia-se a outros que lhes diziam:

-Aqui está a semente, porém já morreu nosso escravo.
-Aqui está a semente, porém o semeador morreu entre a estação chuvosa e a colheita.

E não encontrou nenhuma casa onde não tivesse morrido alguém. Kisa Gotami voltou chorosa para o Iluminado dizendo-lhe:

-Ah! Senhor, não pude encontrar mostarda em casa onde não tivesse havido morte. Então, entre as flores silvestres, na margem do rio, deixei meu filho que não queria mamar nem sorrir, e volto para ver teu rosto e beijar teus pés suplicando-te que me digas onde encontrar essa semente, sem deparar ao mesmo tempo com a morte, pois, apesar de tudo não posso crer na morte de meu filho, como todos me disseram e temo tenha acontecido. O mestre respondeu-lhe:

-Minha irmã, procurando o que não podes encontrar, achaste o amargo bálsamo que eu queria dar-te. Sobre teu seio, o ser que amas dormiu hoje o sono da morte. Agora já sabes que todo mundo chora uma dor semelhante à tua. O sofrimento que aflige todos os corações pesa menos do que se concentrado num só. Escuta! Derramaria eu meu sangue se, derramá-lo pudesse deter tuas lágrimas e descobrir o segredo de o amor causar angústia e através de prados floridos conduzir-vos ao sacrifício, qual mudos animais conduzidos por seus donos. Nenhum nascido pode evitar a morte. Assim como os frutos maduros caem da árvore, assim os mortais estão expostos à morte desde que nascem. A vida corporal do homem acaba partindo-se como a vasilha de barro do oleiro. Jovens e adultos, néscios e sábios, todos estão sujeitos à morte. Porém, o sábio que conhece a Lei não se perturba, porque nem pelo pranto nem pelo desânimo obtém a paz, mas pelo contrário, isso tudo aviva as dores e os sofrimentos do corpo. A morte não faz caso de lamentações. Morre o homem, e seu destino está determinado por suas ações. Embora viva dez ou cem anos, acaba o homem por separar-se de seus parentes ao sair deste mundo. Quem deseja a paz da alma, deve arrancar de sua ferida a flecha do desgosto, da queixa, da lamentação. Feliz será aquele que consegue vencer a dor. Sepulta tu mesma o teu filho.

Extenuada pela dor, Kisa Gotami sentou-se à beira do caminho, pôs-se a meditar no silêncio do entardecer e disse consigo: "Quão egoísta sou eu em minha dor! A morte é o destino comum de tudo quando vive. Porém, neste vale desolado há um caminho que conduz à imortalidade - aquele que elimina de si todo egoísmo. E sufocando o amor egoísta que sofria por seu filho, enterrou-o no bosque. E foi logo refugiar-se no Iluminado, e encontrou consolo que alivia o coração dilacerado pela dor.

Fontes: sites Católicos e poema Budista “Semente de Mostarda” do Therigatha.

5 comentários:

  1. Realmente a diferença é gritante. O Cristianismo oferece esperança e vida (eterna), já o budismo, morte e vazio (niilismo). De um mero mortal como buda, não é de se esperar outra coisa, além de que se aceite o inevitável. Ele estava de mãos atadas e sem nenhum poder de auxílio frente a tragédia da vida humana. Morreu depois de sofrer vários dias de forte diarreia, e em seus últimos alentos pediu que ninguém orasse a ele após a sua morte, pois segundo seu modo de pensar, não poderia responder desde a aniquilação suprema do nirvana budista. Já o Cristo morre sim, mas não impotente, se entrega por sua própria vontade por amor dos que virão depois dele e crerão em suas palavras. É maior o seu sacrifício e humilhação do que o de todos os "bodhisattvas" inventados pelo mahayanismo, juntos. Porém, não morre, ressuscita invicto, vitorioso, invencível. É extremamente pueril que alguém possa crer que milhões de pessoas e santos ao longo da história humana, que viram suas vidas transformadas pelo amor e pelo poder de Deus, que testemunharam milagres inexplicáveis pela razão e pela ciência são todos mentirosos. Existem ainda hoje vivas, algumas pessoas que conheceram pessoalmente ao padre Pio ou os acontecimentos de Fátima em Portugal. Eu mesmo testemunhei alguns destes milagres, e sei portanto, que uma mentira ou uma fantasia não é capaz de realizar tais prodígios. O budismo foi trazido ao ocidente pelos imigrantes e pela teosofia, e não passa de uma via para a morte espiritual, a morte de toda a autêntica vida e espiritualidade interiores. Não passa de uma invenção simbólica e vazia da cabeça humana. Realmente, tem razão as sagradas escrituras ao afirmarem que "doutrinas de homens não são capazes de salvar a ninguém". Tenho pena de gente amargurada e vazia, que tem ódio de Deus porque alguns desejos e planos egoístas ao longo de sua vida não se realizaram (queriam que Deus fizesse a sua vontade ao invés de fazerem a vontade de Deus, que é santidade, vida e virtude). Se dizem ateus mas no fundo não podem ficar sem falar de Deus, do Cristianismo, dos santos, etc. Não conseguem esquecer que ele existe e simplesmente viverem suas vidinhas vazias. Não. Tem que ficar sempre fazendo isso para se auto-afirmarem em sua negação da existência de Deus, em seu rancorzinho baixo, de tão inseguros que são. E se ele existir? Já pensou nesta possibilidade? Já pensou no erro homérico que pode estar cometendo? Realmente, a diferença é gritante. Os que nunca conseguiram chegar nem perto da verdadeira bondade e santidade, vão procurar alguma doutrina alternativa do tipo oriental. Daquelas que para se "ficar em paz" é preciso diminuir a respiração e o batimento cardíaco através de algum tipo de técnica de concentração e relaxamento (meditação oriental). Porém, quando saem da tal "meditação", voltam ao normal, porque é o normal do ser humano não viver sempre em estado meditativo de transe e relaxamento. A tal "iluminação" nunca vem, e vai passar a vida toda nesta enganação de yoga vem yoga vai. Samadhi vem samadhi vai. Techau! Fui!

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    1. "... que testemunharam milagres inexplicáveis pela razão e pela ciência..."
      Que eventualmente são explicados.

      "...gente amargurada e vazia, que tem ódio de Deus porque alguns desejos e planos egoístas ao longo de sua vida não se realizaram..."
      Então não esperar nada, viver uma vida ética apenas porque é o certo a se fazer, sem nada pedir, nem querer recompensa é ruim. O bom é ficar pedindo milagre, fazer "a vontade de deus", pois como você disse, ANÔNIMO, "vai que existe", né? E ele não vai levar em consideração minha vida justa e equilibrada, mas sim o fato de que eu não fiz isso por causa dele.

      "O budismo foi trazido ao ocidente pelos imigrantes e pela teosofia"
      O que veio com a teosofia foi a bosta da teosofia.

      "Os que nunca conseguiram chegar nem perto da verdadeira bondade e santidade, vão procurar alguma doutrina alternativa do tipo oriental. Daquelas que para se "ficar em paz" é preciso diminuir a respiração e o batimento cardíaco através de algum tipo de técnica de concentração e relaxamento (meditação oriental)."
      Verdade. A maior parte do que aparece por aí como Budismo é enrolação e papo furado pra ganhar rios de dinheiro com tiazonas encalhadas e ricas e empresários estressados. Mas novamente, isso não é Budismo. Meditação não é transe e relaxamento. A iluminação não é uma coisa e Budismo não é terapia.

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    2. Acho que você pode entender melhor o espírito da coisa nesse texto, ANÔNIMO. Não uma questão maniqueísta. Se você não se importar, deixe o anonimato. É desagradável, pega mal e estamos todos discutindo ideias e não ofendendo uns aos outros pessoalmente. Pelo menos da minha parte é isso.

      http://rodadalei.blogspot.it/2013/07/ateismo-e-religiosidade.html

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    3. E uma última consideração. Sobre o Cristianismo oferecer vida eterna e o Buda ter sido um "mero" mortal, confesso que conheço mais gente que morreu do que pessoas que tenham vivido eternamente, ou ressuscitado e voado pelo espaço afora. Na verdade, nunca vi ninguém viver pra sempre e nem voar.

      Estranho é eu te observar a chamar de pueril e niilista o mero fato de reconhecer que surgimos nesse mundo e um dia (como fenômenos) desapareceremos, compreender que as lendas e os personagens míticos como os bodhisattvas necessitam de análise hagiográfica e não estão flutuando em outra dimensão e que eu não sou o centro do universo e mereço mais cuidado e atenção do que os outros seres - o que já me está garantido pelo meu super-homem judeu invisível...

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    4. Marcelo

      https://www.youtube.com/watch?v=H_Vd_NMAdus

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